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26 de Junho, 2019

Brasil está entre os dez piores países para o tra balhador

Pela primeira vez, o Brasil está na lista dos dez piores países do mundo para os trabalhadores, de acordo com o Índice Global de Direitos da Confederação Sindical Internacional – CSI, divulgado na quarta-feira, 19, durante a 108ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT, em Genebra, na Suíça.

O Índice Global de Direitos 2019 classificou 145 países de acordo com 97 indicadores reconhecidos internacionalmente. Esses indicadores apontam em quais países os trabalhadores e as trabalhadoras estão menos protegidos, tanto no que diz respeito à legislação quanto à prática sindical.

Segundo o índice, Arábia Saudita, Argélia, Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Guatemala, Cazaquistão, Turquia e Zimbábue são os dez piores países do mundo para os trabalhadores.

O desmonte sistemático dos direitos democráticos dos trabalhadores no local de trabalho e a violenta repressão à greve e manifestações estão colocando em perigo a paz e a estabilidade no mundo, aponta o relatório do Índice Global de Direitos.

Os recursos de extrema violência contra todos aqueles que defendem os direitos trabalhistas têm resultado em prisões, assassinatos e restrição de direitos e de acesso à Justiça de milhares de trabalhadores.

Segundo o relatório, as prisões e perseguições têm tomado grandes proporções na Índia, Turquia e no Vietnã. Entre os 145 países analisados, os trabalhadores foram vítimas de violência em 52 países. Em alguns deles, como o Brasil, foram registradas mortes de sindicalistas.

Entre as principais conclusões do relatório estão: 85% dos países violam o direito de greve; 80% dos países negam a alguns trabalhadores ou a todos o direito de negociação coletiva; passou de 92, em 2018, para 107, em 2019, o número de países que excluem os trabalhadores do direito de filiação aos sindicatos; em 72% dos países, os trabalhadores não têm acesso à Justiça ou têm o direito restringido; o total de países que têm recorrido às prisões de trabalhadores aumentou, passando de 59, em 2018, para 64, em 2019; dos 145 países analisados, 54 negam ou limitam a liberdade de expressão e reunião; as autoridades impediram o registro de sindicatos em 59% dos países analisados; trabalhadores foram vítimas de violência em 52 países; e foram constatados assassinatos de sindicalistas em dez países: Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Guatemala, Honduras, Itália, Paquistão, Turquia e Zimbábue.

Fonte: Com CUT e Anamatra
 
 
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