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15 de Maio, 2018

Mortalidade infantil avança após 13 anos de queda no Brasil

Após dois anos do golpe que colocou Michel Temer no Palácio do Planalto, o Brasil regride e volta ao mapa da mortalidade infantil. Os dados são do Ministério da Saúde e apontaram que a mortalidade infantil cresceu 11% para crianças entre um mês de quatro anos de idade, em 2016. 

Essa alta acontece depois 13 anos consecutivos de queda acentuada.

"A mortalidade pós-neonatal [a de um mês a quatro anos de idade], que é a mais sensível ao desenvolvimento social, está tendo um repique. Algumas dessas causas de morte mostram aumento em 2016 e projeta aumento para anos seguintes também. Algumas são muito associadas à pobreza, por exemplo, as gastrointestinais, que vinham reduzindo fortemente, mas têm repique em 2016", afirmou a doutora Fátima Marinho, responsável pela pesquisa, em declaração ao Valor Econômico.

Fátima Marinho ainda destacou que os números de 2017 deverão ser ainda piores. E salientou que a morte das crianças é consequência direta do corte de programas sociais.

Fim das políticas sociais

Para o coordenador de políticas públicas do Insper, Naercio Menezes, o encolhimento de gastos sociais durante a crise econômica reflete decisões equivocadas a respeito das prioridades do gasto público, especialmente em tempos de recessão, quando a população vulnerável é a mais atingida. Ele destaca que, mesmo do ponto de vista fiscal, é muito mais eficiente e barato investir no desenvolvimento da primeira infância do que corrigir erros na população adulta, como déficit de educação e criminalidade. 

O estudo do Ministério da Saúde e do Observatório da Criança e do Adolescente (Fundação Abrinq) o pacote perverso da gestão Temer está causando o aumento na mortalidade. E mostram alguns eventos como especialmente danosos e causadores diretos da elevação da mortalidade:

1. Cortes em todos os programas especializados em assistência à saúde da mãe e ao aleitamento materno, como o Rede Cegonha;

2. Corte no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae);

3. Corte de 1 milhão de famílias no Bolsa Família;

4. Corte no Mais Médicos;

5. Aumento nos preços do gás;

6. Aumento do desemprego.

Fonte: Portal CTB com informações do Valor Econômico

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