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04 de Outubro, 2018

Rosa é a cor de outubro

A virada do mês da primavera coincide com o começo de uma das mais importantes ações pela saúde feminina. O Outubro Rosa é uma campanha mundial de conscientização sobre o câncer de mama e de colo de útero. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA, a doença é a segunda que mais atinge as mulheres no Brasil e no mundo.

Com uma verdadeira cruzada para promover a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado do câncer de mama, o Outubro Rosa deste ano tem ainda como objetivo estimular a formação de redes de apoio pela internet.

O principal objetivo do movimento é alertar as mulheres para a necessidade de exames preventivos, divulgar informações sobre a doença e lembrar a importância do diagnóstico precoce.

Segundo dados do INCA, estima-se que cerca de 59.700 novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados no Brasil em 2018. Esses números indicam que a cada 100 mil mulheres, cerca de 56 desenvolverão a doença.

Vale lembrar que a prevenção ainda é uma das melhores formas de combater a doença. Mulheres com 40 anos de idade ou mais devem procurar anualmente um ambulatório, centro ou posto de saúde para realizar o exame clínico das mamas. Além disso, toda mulher entre 50 e 69 anos deve fazer, pelo menos, uma mamografia a cada dois anos. O serviço de saúde deve ser procurado ainda que não tenha sintomas. O autoexame também é um importante aliado no tratamento do câncer de mama e deve ser realizado por mulheres de todas as idades.

Estudos mostram como o diagnóstico precoce leva a um índice de cura de 95%, já quando descoberto mais tarde essa taxa cai para 50%. Além disso, em cerca de 65% dos casos diagnosticados de câncer de mama, as mulheres conseguiram prevenir fazendo exame de toque.

Conheça direitos garantidos a mulheres diagnosticadas com câncer de mama – Em 2017, mais de 21 mil mulheres tiveram câncer de mama no Brasil e foram afastadas do trabalho. Já neste ano, a estimativa é de que 59.700 novos casos sejam diagnosticados, segundo o Inca. Trabalhadoras com neoplasia maligna de mama têm direito ao auxílio-doença e, em casos mais avançados, à aposentadoria por invalidez.

Na fase sintomática da doença, toda mulher empregada com carteira assinada pode fazer o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS e também do benefício PIS/Pasep – este no valor de um salário mínimo – em agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Também pode-se requerer à Receita Federal a isenção total do Imposto de Renda de Pessoa Física.

Para ter acesso a esses benefícios, é necessário estar na qualidade de segurada da Previdência Social e passar pela perícia médica do INSS para a comprovação da incapacidade de trabalho.

Em casos de aposentadoria por invalidez, a lei ainda prevê um acréscimo de 25% no valor do benefício, caso ela precise de cuidados permanentes de outra pessoa para se locomover, se alimentar, se vestir e tomar banho. Esse benefício, conhecido como auxílio-acompanhante, é pago de forma vitalícia pelo INSS.

Em alguns casos, além de retirar a mama, é necessário o esvaziamento de linfonodos da axila, o que pode provocar inchaço no braço em alguns movimentos rotineiros, como passar marcha de carro. Por isso, a compra de um carro automático chega a ter 25% de desconto, já que há isenção de IPI – Imposto sobre Produtos industrializados e de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, além de IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, para mulheres com câncer.

Fonte: Com informações de Geledés, O Dia e Metrópoles
 
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